Lançada, oficialmente, o Plano Safra 2026/27, com R$525,1 bilhões em crédito rural para a agricultura empresarial, um aumento de R$ 8,9 bilhões em comparação com o ciclo anterior. O programa visa recursos de custeio, comercialização e investimentos voltados para médios e grandes produtores, buscando aumentar a produção agropecuária, incentivar a modernização de propriedades e fortalecer o agronegócio brasileiro.
Do total, serão destinados R$384,9 bilhões para operações de custeio e comercialização, principalmente em despesas da produção agropecuária, como condução das lavouras e compra de insumos, enquanto é previsto R$140,2 bilhões para investimentos, como a modernização da produção e inovação e inovações tecnológicas. Uma das novidades do Plano Safra 2026/27 é a redução das taxas de juros em algumas linhas de crédito, que nesta temporada fica entre 8% e 12,5% ao ano. A redução da taxa Selic pode reduzir o custo financeiro do produtor, e ampliar a capacidade de contratação do crédito rural, e com juros menores, fica mais fácil para o produtor realizar investimentos na propriedade e organizar a sua atividade produtiva.
O Plano Safra 2026/27 também incentiva práticas sustentáveis produtivas e a regularização ambiental de propriedades rurais, em que produtores que adotarem boas práticas agropecuárias receberão certificações, além de reduções de até 1,0 ponto percentual em taxas de juros de custeio. Junto a isso, o programa apoia sistemas de geração e distribuição de energia renovável, como energia solar, eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica. Esses sistemas aumentam a produtividade e a segurança elétrica e reduzem custos operacionais. O apoio também se estende até a armazenagem, em que a ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e câmaras frias beneficia a redução de perdas, aprimora a logística e aumenta a conservação e comercialização da produção.
Por fim, foi formalizada uma nova portaria, que cria um grupo de trabalho para mitigar os impactos do fenômeno climático El Niño no setor agropecuário, com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).