Eventos climáticos devem aumentar valor dos alimentos no Brasil em 2022

Segunda, 24 de Janeiro de 2022 às 11h01min
Estiagem e seca prejudicam as colheitas de milho e soja, usados entre outras finalidades, na alimentação de aves e suínos.

Efeito do fenômeno La Ninã, a seca no Sul do país e o excesso de chuvas no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste vem gerando perdas na produção agropecuária e devem pressionar a inflação dos alimentos neste ano.

Municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Tocantins, por exemplo, já declararam situação de emergência.

Os problemas climáticos se estendem desde o fim do ano passado, os principais impactos contabilizados, por enquanto, são caracterizados pelo feijão, leite, arroz, milho e soja, afetando também na formação dos custos de proteínas e de óleos vegetais.

As lavouras de soja e milho do Sul e de parte do Centro-Oeste são, até o momento, as que mais tiveram perdas. Devido à seca os agricultores vão colher 14,5% menos que o previsto em dezembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A inflação nos alimentos começou de forma mais acentuada em 2018. Daquele ano até o fim de 2021, os preços dos alimentos ficaram 43% mais altos para os consumidores, uma taxa superior aos 24,6% da inflação geral do período, conforme dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

 

Fonte: G1, Brasil Agro.
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